China faz aporte milionário em sindicatos brasileiros; deputado reage

Deputado Paulo Eduardo Martins

Conforme revelou a Revista Oeste, o Fórum das Centrais Sindicais do Brasil recebeu US$ 300 mil (R$ 1,7 milhão, na cotação atual) do Partido Comunista da China (PCC). A entidade nacional reúne CSB, CUT, Força Sindical, UGT, CTB e NCST. Conforme o governo estrangeiro, o dinheiro será destinado às ações de enfrentamento ao surto de covid-19. O aporte internacional foi feito através da Federação dos Sindicatos da China, ligado ao PCC.

“Os sindicatos dos dois países insistiram em pôr a saúde e a segurança dos trabalhadores e dos povos em primeiro lugar, eliminando todos os tipos de ruído político e realizando ativamente a cooperação pragmática, o que serve como um exemplo da cooperação no combate à pandemia para o movimento sindical internacional”, informou Jiang Guangping, representante da organização chinesa.

ATUAÇÃO DAS ENTIDADES

Reportagens da Revista Oeste mostraram as mais recentes ações dos sindicatos brasileiros. Uma delas é apostar em campanhas publicitárias na grande mídia de modo a prejudicar iniciativas do governo federal. A CUT, por exemplo, investiu pesado em campanhas antiprivatizações e, mais recentemente, contra a reforma administrativa.

REAÇÃO

O deputado Paulo Eduardo Martins (PSC/PR) que foi, em 2017, responsável pelo fim do chamado imposto sindical reagiu e propôs um Projeto de Lei para proibir que sindicatos brasileiros recebam aportes de entidades estrangeiras.

O objetivo do parlamentar é garantir a soberania nacional. Segundo ele, essa doação da China o é uma ‘interferência política estrangeira inadmissível’. O deputado também afirmou que agora, os ‘sindicatos são comprovadamente braços políticos do Partido Comunista Chinês’

Com o fim do imposto sindical, durante a reforma trabalhista, os sindicatos perderam 90% da sua receita e poder de mobilização.

Participe do nosso canal no Telegram e receba todas as notícias em primeira mão. CLIQUE AQUI